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30 de novembro de 2016

MeWe chega ao Brasil batendo de frente com Facebook


Num momento em que muitos brasileiros começam a repensar se é uma boa ideia ainda manter ativo perfil em mais de uma rede social, uma nova e recém criada rede não só desembarcou por aqui como também quer tornar o Brasil o seu segundo maior mercado global. Mas o que ela tem de diferente de Facebook, Instagram, Twitter, Pinterest, Tumblr, Google+ e Snapchat para oferecer?

De acordo com um levantamento realizado pela empresa de segurança Kaspersky Lab e divulgado pelo site de tecnologia IDG Now!73% dos brasileiros entrevistados admitiram que já pensaram em sair das redes sociais por considerá-las perda de tempo, mas 68% só não o fizeram por receio de perder o contato com amigos e familiares contra 21% que temem perder suas fotos, vídeos e outras recordações digitais. São números bem expressivos se ainda somarmos às constantes polêmicas sobre privacidade dos usuários do "Grupo Facebook", que também inclui o Insta e o Whatsapp. 

Mesmo diante desse cenário não muito promissor, a MeWe, fundada por Mark Weinstein em março deste ano e que já agaranhou mais de 1,5 milhão de usuários só nos Estados Unidos nos cinco primeiros meses de operação, tem justamente na proteção dos dados dos usuários o seu carro-chefe. Com o slogan "Sua privacidade não está a venda: #Not4Sale", promete que nenhum dado pessoal será transformado em conteúdo publicitário, ao contrário do que WhatsApp fez ao anunciar recentemente a troca de dados dos usuários com o Facebook.



De acordo com Weinstein, a MeWe não armazena cookies e só monitora estatisticamente o fluxo na rede como quantas pessoas estão online e quantas fotos foram postadas, por exemplo, mas jamais o seu conteúdo garantindo, assim, que apenas os destinatários das conversas veem o que o usuário publica.


Armazenamento maior na versão paga


Apesar de seu app ser similar ao das principais concorrentes - com feed de postagens, notificações, chat inbox e estar disponível para Android e IOS -, a MeWe não têm anúncios e por isso sua receita é gerada com a versão paga, que é mais robusta.



De acordo com o UOL Tecnologia, a versão paga inclui chat privado com criptografia ponta a ponta, 500 GB de armazenamento de dados, download de aplicativos de grupos privados da MeWe App Store, impressão de fotos e seleção de cupons de promoções a R$ 3,19 por mês ou R$ 19,99 por ano. Já para quem não quiser desembolsar um centavo, na versão gratuita é possível o compartilhamento de fotos, vídeos, documentos, chats, discussões e mensagens de voz, além do armazenamento de até 8 GB em seus servidores.

Mas não são só os usuários das redes do Face que estão na mira da nova rede. Dentro de algumas semanas será lançado o MeWe Pro, que concorrerá com o Workplace do Facebook, uma plataforma para uso corporativo focada nos objetivos das empresas clientes, com ferramentas como discussões de projetos e chats para diferentes equipes.



Se irá desbancar as redes do Face, a exemplo do que aconteceu com Orkut e MySpace, ainda é cedo para sabermos, mas que em um mundo onde as relações pessoais e comerciais estão cada vez mais digitais, proteger aquilo que se compartilha e os dados de seus usuários deve se tornar a peça fundamental para qualquer empresa que queira se aventurar nesse tipo de negócio. 


Imagens: reprodução /divulgação


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