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17 de maio de 2016

Chemsex e Slamsex: as festas sexuais que colocam sua saúde em risco


A combinação não é nova e há muito deixou de ser uma particularidade do universo jovem homossexual para ganhar as principais capitais europeias. Hoje, "festas sexuais" com participantes de todos os gêneros, opções sexuais e idades regadas a muitas drogas chegou a tal ponto que se tornou problema de saúde pública. Afinal, até que ponto "sexo, drogas e rock'n'roll" vale mais que sua vida?


O que é?


O fenômeno chemsex (do inglês chemical sex, ou sexo químico na tradução literal para o português), algo que está na moda nos países europeus, é uma forma específica do uso "recreativo" de drogas que consiste na utilização intencional de certas substâncias para ter relações sexuais durante um longo período de tempo.

Os praticantes normalmente são pessoas que saem muito ou vivem a noite de forma muito intensa. Antes restrito aos homossexuais, hoje há praticantes heterossexuais de todas as idades, inclusive casais, mas a predominância ainda é de homens principalmente entre 20 e 45 anos. 

Durante as orgias são consumidas substâncias que causam uma grande euforia e desinibição, com foco no sexo, que podem levar a longas sessões sexuais com duração de horas ou até dias.

De fato, esta prática pode ter importantes repercussões para a saúde, causar o vício, comprometer a saúde mental e contribuir para a transmissão do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis, até porque com o consumo de qualquer tipo de droga faz com que se perca a percepção do perigo, e por isso há uma queda no índice de uso do preservativo.


O que consomem?


De acordo com o portal Yahoo!, entre as drogas mais usadas no estão o GHB (gama-hidroxibutirato), a mefedrona (a mais viciante) e a metanfetamina, que também podem ser consumidas com cocaína, speed, ketamina, ectasy ou MDMA. Quando as drogas são injetáveis, o termo utilizado é slamsex

De acordo com o jornal espanhol Diário ABC, os usuários descrevem efeitos de euforia, aumento da energia, estado de alerta, urgência por falar, melhora da função mental, aumento da percepção da música, diminuição de sentimentos hostis e aumento do desejo sexual. 

No entanto, a médio e longo prazo esse tipo de consumo pode causar efeitos devastadores como dores de cabeça, depressão, ansiedade, sensação de enjoo, fraqueza muscular, olhos vermelhos, problemas de vasoconstrição, vermelhidão na pele e nas articulações, dor abdominal e nos rins, ataques de pânico, depressão e psicose, disfunções cardiovasculares e vício.


Onde ocorrem?


As grandes capitais europeias são as que apresentam um maior índice de ocorrência destas práticas, que podem acontecer em boates, clubes privé, casas de swing ou na própria residência como se fosse uma festa qualquer. Um grande número de participantes é convidado por meio de aplicativos de mensagens ou de paquera e fartas bandejas recheadas de drogas são servidas enquanto "rola a pegação" entre os convidados.

Em Londres, o fenômeno já é um problema de saúde pública e há clínicas que tratam até 100 casos por mês de pessoas com transtornos derivados do consumo de drogas vinculado ao chemsex.

Na Espanha, os números ainda não são claros, mas há cidades como Madri e Barcelona em que foram registrados casos de toxicidade. Algumas ONGs estão atuando como interlocutores dos afetados e ajudando a divulgar o problema para que os profissionais de saúde compreendam a dimensão do que está acontecendo.

No Brasil, ainda não foram registrados casos, mas sabemos que isso é uma questão de tempo. Contudo, todas as organizações europeias que trabalham no âmbito da AIDS e das doenças venéreas advertem que fenômenos sociais como o chemsex e slamsex podem estar causando uma piora no cenário, já que os jovens "baixaram a guarda" diante do contágio da AIDS.

Portanto, fica clara a importância do trabalho preventivo em locais de entretenimento e das medidas de redução de risco, as linhas estratégicas apontadas pelos especialistas para enfrentar os problemas do chemsex e slamsex. Mas a sua consciência é ainda o seu maior guia: 




Com informações de Diário ABC e Yahoo!
Imagens: reprodução 

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