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2 de março de 2016

40 anos e sedentário pode ter o tamanho do cérebro reduzido


Esta notícia é mesmo preocupante: quarentões sedentários, que praticam pouca ou nenhuma atividade física, acabam por contribuir com a aceleração do envelhecimento e atrofiação do cérebro, que aumenta os riscos de desenvolver demência quando chegam aos 60 anos. Isso é o que defende um estudo de pesquisadores americanos, publicado recentemente, reforçando a tese de que as escolhas de alimentação e estilo de vida geram consequências, tanto positivas quanto negativas, na condição de saúde futura.

Os pesquisadores da escola de medicina da Universidade de Boston (BUSM, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, publicaram no journal of American Academy of Neurology (revista da Sociedade Americana de Neurologia, na tradução literal para português) os resultados desse estudo em que 1.583 pessoas foram por eles acompanhadas, com média de idade de 40 anos, todas sem demência ou doenças cardíacas.

Os voluntários fizeram testes de esforço em esteira e também se submeteram a tomografias do cérebro. 20 anos depois, repetiram os mesmos procedimentos e o resultado foi impactante: os que tinham registrado resultados ruins no primeiro exame tinham cérebros menores na medição de 2 décadas depois. 

Já os que não desenvolveram problemas cardíacos e não estavam usando medicamentos para pressão alta apresentaram o equivalente a 1 ano de envelhecimento acelerado do cérebro, enquanto aqueles que tiveram problemas ou usaram medicação - na primeira medição - apresentaram o equivalente a 2 anos de envelhecimento acelerado do órgão. A correlação entre a má forma física e aceleração do envelhecimento do cérebro, chegando a diminuir o seu tamanho, é evidente segundo a doutora Nicole Spartano, pesquisadora-chefe do estudo.


"Encontramos uma correlação direta entre má forma física e o volume do cérebro nas décadas seguintes, o que indica envelhecimento acelerado. Esses resultados, ainda que não analisados em larga escala, sugerem que a condição física na meia-idade pode ser particularmente importante para milhões de pessoas ao redor do mundo que já têm alguma evidência de doenças cardíacas. A mensagem é que escolhas de saúde estilo de vida que você faz ao longo da vida poderão ter consequências muitos anos depois."


De acordo com a BBC Brasil, o encolhimento do cérebro é um processo natural do envelhecimento humano e a atrofia do órgão está ligada ao declínio cognitivo e ao aumento do risco de demência. Cientistas argumentam que o exercício físico reverte essa deterioração. Por isso, é muito importante a prática frequente de atividades físicas e não apenas para ter um corpo invejável.

Assista a seguir breve vídeo em que a doutora Nicole Spartano comenta os resultados desse estudo.





Com informações da BBC Brasil.
Vídeo: canal BUSM do YouTube
Imagem: reprodução

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