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26 de fevereiro de 2016

São Paulo é uma das 3 metrópoles a abrigar a Japan House


A partir de março de 2017, o Brasil ganhará um novo e importante marco cultural e de negócios na Paulista, a avenida mais famosa do país e o mais importante centro financeiro da América Latina. É que São Paulo foi uma das 3 metrópoles globais escolhidas pelo governo japonês para sediar as primeiras Japan House ("Casa do Japão" em português) - projeto que visa mostrar um novo olhar sobre o país nipônico -, e que se somará a outros importantes equipamentos culturais já existentes na avenida, como o MASP, o Itaú Cultural, a Casa das Rosas e o Centro Cultural da FIESP, por exemplo. As outras metrópoles escolhidas foram Londres, no Reino Unido, e Los Angeles, nos Estados Unidos.


Com projeto assinado pelo renomado e famoso arquiteto japonês Kengo Kuma, a Japan House foi apresentada ao público ontem à noite, 25 de fevereiro, num coquetel presidido pelo cônsul-geral do Japão, Takahiro Nakame, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP. 

A escolha da megacidade do hemisfério sul é que em São Paulo vive a maior população de origem nipônica fora do Japão, além de que a cidade é também o principal centro econômico, artístico e cultural da América Latina. Soma-se a isso as fortes relações econômicas, sociais e humanas entre os dois países ponto de manter uma imagem positiva do Japão entre os brasileiros.




O projeto


A Japan House será instalada na Avenida Paulista bem próxima do cruzamento com a Rua Treze de Maio, local de intenso trânsito de pessoas e de fácil acesso por metrô, bicicleta e ônibus. Terá como objetivo central combinar cultura, arte, moda, tecnologia e negócios para oferecer aos visitantes, por meio de experiências imersivas, uma perfeita tradução do Japão do futuro, do século XXI, sem se esquecer das raízes e das tradições desta potência milenar asiática.



O novo prédio de 4 andares, convertido a partir da construção já existente no endereço (uma agência do Banco Bradesco e estacionamento ao lado, que será transformado em um tradicional jardim de inverno japonês aberto ao público) combinará elementos nipônicos com brasileiros. A fachada, que contará com traços que identificam o trabalho de Kengo Kuma e que são reconhecidos em todo o mundo, terá uma cortina de réguas de madeira hinoki trabalhadas por artesãos japoneses, em diálogo com uma parede de cobogós, os pequenos blocos vazados de cimento que são elemento comum na arquitetura modernista brasileira. 




Quando pronta, a obra terá uma área útil de mais de 2500 m² distribuídos em piso térreo e três andares compostos por praça interna (que dará acesso a rua e aos espaços térreos da casa), hall de entrada com cafeteria, espaço multiuso para até 150 assentos e biblioteca cultural japonesa. 




O primeiro andar será ocupado por amplo salão de seminários modular capaz de receber de 10 a 150 participantes. O segundo andar, que contará com uma cozinha, foi reservado para mostras e exposições de arte e cultura, além de poder receber eventos como coquetéis e jantares. Já o terceiro andar não fará parte da espaço cultural, mas será utilizado pelo governo japonês para demais entidades presentes em São Paulo.




De acordo com a organização, a Japan House terá um portfólio variado de atividades, entre exposições, palestras, seminários, eventos culturais e performances. A ideia é oferecer diversas atividades em áreas como o ensino de línguas e de intercâmbio cultural e, ao mesmo tempo, formar conhecedores e apreciadores da cultura japonesa. Além disso, funcionará também como um espaço de convívio aberto ao público. 







Com informações dos sites Casa Vogue e ArchDaily e portais Band e G1
Imagens: reprodução /divulgação

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