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28 de outubro de 2015

Tommy Hilfiger inova ao trazer realidade virtual paras lojas


A Tommy Hilfiger da Quinta Avenida, em Nova York, é uma das primeiras lojas da marca americana a aderir ao chamado v-commerce (algo como "comércio virtual" em tradução livre para o português) e passou a oferecer aos seus clientes a possibilidade de estar no desfile de sua última coleção de outono por meio de visor de realidade virtual (RV).

O objetivo principal, além de melhorar a experiência de compra e acirrar a competição com o e-commerce, é atrair outro tipo de consumidor para seus endereços físicos ao oferecer entretenimento além de roupas e acessórios. Com isso, o público masculino e principalmente os nerds e geeks podem começar a se interessar em fazer compras fora do ambiente virtual. 

De acordo com Daniel Grieder, diretor executivo, os visores de RV permitirão aos clientes assistirem de perto um desfile da marca, coisa que muitos jamais teriam acesso, e escolher entre os estilos vistos na passarela injetando, dessa forma, entretenimento aos endereços físicos. Esta estratégia é considerada vital para que as lojas se mantenham relevantes num mundo cada vez mais digital.


"Hoje em dia, não podemos simplesmente esperar que as pessoas venham à nossa loja para experimentar os casacos. É necessário oferecer entretenimento. Não se trata mais de vendas por metro quadrado, e sim surpresa por metro quadrado, ou novidade."



Tecnologia


A marca que pertence ao PVH Corp e que teve vendas de US$ 6,7 bilhões em 2014, é um dos muitos grandes varejistas que exploram a RV como ferramenta de vendas, mas a adoção real da tecnologia nas lojas tem sido lenta. Isso porque os fabricantes de visores aperfeiçoam seus aparelhos e trazem ao mercado modelos voltados ao consumidor e não para uso comercial.

Os visores de realidade virtual da marca Samsung GearVR, que a Tommy Hilfiger vai começar a alugar em sua loja da avenida mais famosa de Manhattan e futuramente nas maiores lojas da Europa e dos Estados Unidos, oferecem aos clientes uma perspectiva tridimensional da primeira fila do público do desfile, que aconteceu este ano na Park Avenue Armory.

De acordo com o jornal The New York Times, um repórter vestiu um visor GearVR, durante prévia do recurso, e se viu sentado a poucos metros dos modelos, que desfilavam por uma passarela inspirada no futebol americano. A tecnologia possibilitou ver até os detalhes do teto da Armory e, olhando ao redor, as fileiras de convidados. O realismo foi tanto que o repórter disse que parecia que eles poderiam ser tocados.

Esta experiência foi possível porque a Tommy Hilfiger, em parceria com a startup holandesa WeMakeVR, filmou o desfile usando câmera 3-D equipada com 14 lentes especiais que permitem o registro de vídeo em 360 graus na horizontal e na vertical, sem pontos cegos.

Ainda, novos aparelhos estarão chegando ao mercado. Para novembro, é esperado o lançamento da versão do Samsung GearVR para o mercado consumidor usando smartphone como processador e tela. Para 2016, o Oculus VR, do Facebook, deve começar a ser vendido amplamente como visor de RV, além do Project Morpheus da Sony, visor de RV para o console PlayStation4.




Futuro incerto


Mais ainda há muitos motivos para questionar se a RV, promovida durante décadas como a próxima grande tecnologia, vai finalmente decolar nos jogos eletrônicos ou no varejo. Restam desafios como amenizar o desconforto sentido por algumas pessoas enquanto na RV e reduzir o tamanho dos "desajeitados" visores.

Os defensores da realidade virtual distinguem imediatamente essa tecnologia de outras modas que já perderam o interesse, como afirma Avinash Changa, diretor executivo da WeMakeVR:


"O cinema em 3-D foi um truque, um atrativo, mas a RV pode ser relevante. Estamos aplicando a tecnologia para além do simples atrativo."


De qualquer forma, deve ser muito interessante entrar numa loja e a qualquer momento poder assistir em detalhes aos seus eventos comerciais antes de decidir pela compra. Então, se quiser ter esta experiência e se estiver em Nova York nas próximas semanas, vale a pena dar uma passada na Tommy da Quinta para experimentar "o novo brinquedo". Ah, e não se esqueça de voltar aqui e comentar sobre o que achou dessa experiência.


Com informações e fotos dos jornais The New York Times e O Estado de São Paulo

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