Últimas

16 de julho de 2015

Por potência, mais pípulas e menos consciência

Fonte: Reprodução

O fato é o seguinte e não adianta negar: mais da metade dos quarentões tem algum grau de disfunção erétil (DE), a chamada impotência sexual e popularmente conhecida como "brochada", e 60% assumiram que têm ou já tiveram episódios de DE. Estes dados fazem parte de uma recente pesquisa realizada Sociedade Brasileira de Urologia - SBU.

Mas, sair pedindo dicas para "os mais chegados" ou mesmo tomando o famoso comprimido de cor azul por conta própria é a melhor saída? Está na cara que não e o preço a se pagar por esta conduta pode sair caro demais.

Falhar de vez em quando é normal. Os fatores vão de estresse e cansaço a danos sérios causados por cirurgias ou efeitos colaterais de medicamentos como antidepressivos. E o avanço da idade, a má alimentação, o abuso do álcool e do fumo somados ao sedentarismo não ajudam em nada.


Fonte: Reprodução


Quanto é "normal"?


Na definição da SBU, disfunção erétil é a dificuldade persistente de obter e/ou manter uma ereção suficiente para permitir uma atividade sexual adequada, ou seja, que possibilite a penetração vaginal até a ejaculação. Se perdurar por pelo menos seis meses, o "sinal amarelo" já deve ser acesso.

A psiquiatra e sexóloga da USP, Carmita Abdo, explica que o número de falhas também varia de acordo com a frequência sexual do indivíduo, mas “uma falha em cada dez já não é pouco. Duas em cada dez é um número significativo. 

Uma forma prática de pensar a questão é: você consegue se lembrar com clareza da última transa em que teve uma ereção satisfatória? Não? Então deve se preocupar”.


Fonte: Reprodução


Pílulas demais


Mas esta preocupação não se resolve tomando comprimidos e pronto. Segundo outro levantamento feito pelo SBU, desta vez em parceria com a Bayer e que ouviu mais 3.200 homens brasileiros, os motivos para fazerem uso de Viagra, Levitra, Cialis e similares estão melhorar a "performance" e ter mais tempo de ereção (55%); e aumentar o desejo sexual (25%). 

Os dados são alarmantes: de acordo com matéria do jornal O Dia, cerca de um terço na faixa de 35 anos ou mais de idade (29%) toma estimulantes sexuais e mais da metade (62%) dos que usam os remédios o fazem sem prescrição médica. Entre os homens que tomam fármacos sem indicação médica, quase a metade (41%) pede sugestão a amigos, enquanto outros o adquirem sem receita na farmácia (39%) e até os que compram no camelô (5%).

Em suma, muitos o tomam mais por curtição à necessidade de fato. Quanto aos efeitos colaterais, tomar estes fármacos sem orientação médica podem ocasionar diarreia a dores de cabeça e musculares. Aí eu me pergunto: será que vale a pena?


Fonte: Reprodução


Seja esperto e vá ao médico!


Se você se identificou com os fatos e dados citados, largue a mão de ser machista e procure logo um urologista antes de passar na farmácia e dar um #partiuViagra. Somente por meio de exames clínicos é que o problema ou não será diagnosticado.

A causa mais comum para as "brochadas" após os 40 anos é da andropausa, que é a diminuição da produção da testosterona que começa a partir dos 45 anos e que também pode provocar desânimo e perda de massa muscular. Diabéticos, hipertensos, obesos e fumantes também têm chances de apresentar o problema.

Para ajudá-lo, o site da GQ Brasil elaborou um teste bacana em forma de diagrama para que você avalie e até acompanhe a "qualidade" das suas ereções. Clique aqui e não se trapaceie, ok?

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...